terça-feira, 27 de junho de 2017

UM NOME







Estou a perder um nome.

Tropeçou,
Distraído,
No poço da memória.
Abstraíu-se,
Caiu de borco,
Fundíssimo, nos fundos de um poço imenso.

Há cordas fortes e compridas
Para o resgatar?

Atenção,
No silêncio pesado, ouvem-se ecos,
débeis.
No eco, reside a esperança.

Como era o seu nome?
Talvez se possa salvar.
Seria uma catástrofe,
Uma perda irreparável.


Não se pode perder um nome.



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